
Fruticultura pernambucana bate recorde de exportações no primeiro semestre de 2026 e confirma a força do agronegócio estadual
O agronegócio segue desempenhando papel estratégico na economia de Pernambuco, sendo responsável por 33% das exportações do Estado. Entre os segmentos que impulsionam esse desempenho, a fruticultura se destaca como protagonista, respondendo por mais de 40% das exportações do agronegócio e consolidando Pernambuco como o maior exportador de frutas in natura do Brasil.
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no primeiro semestre de 2026, o setor alcançou o maior valor e volume exportado da história para o período, estabelecendo um novo recorde. As exportações somaram US$ 129 milhões, crescimento de 29% em relação ao mesmo semestre de 2025. Em volume, foram embarcadas 102 mil toneladas de frutas, resultado 21% superior ao registrado no ano anterior.
Os números refletem a competitividade da produção pernambucana, a qualidade das frutas cultivadas no Estado e a capacidade dos produtores de atender aos exigentes mercados internacionais.
Entre as frutas exportadas, a manga manteve a liderança absoluta, respondendo por 68% do valor exportado. Em seguida aparecem as uvas (10%), abacates (7%), limões (5%), melões (3%) e melancias (3%), evidenciando a diversidade e o potencial da fruticultura estadual.
A Europa permanece como o principal mercado consumidor das frutas pernambucanas, tendo o Porto de Rotterdam, na Holanda, como principal porta de entrada para a distribuição aos países europeus.
Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Pernambuco (Faepe), Pio Guerra, os resultados demonstram a importância da cadeia produtiva da fruticultura para o desenvolvimento econômico e social do Estado.
“O desempenho histórico das exportações confirma a competitividade do produtor rural pernambucano e evidencia a relevância da fruticultura para a geração de empregos no meio rural, renda e divisas. Pernambuco reúne condições naturais, tecnologia e capacidade produtiva que o colocam em posição de destaque no mercado internacional”, afirma.
Além do desempenho exportador, o setor vem apresentando forte evolução interna. Municípios como Santa Maria da Boa Vista (maior produtor de bananas e goiabas do Brasil), Petrolândia (maior produtor de coco do Brasil) e Petrolina (maior produtor de uvas e segundo de mangas do país) consolidam o Estado como referência nacional.
No caso das uvas, os números impressionam. Em dez anos, segundo os dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM/IBGE), a quantidade produzida cresceu 219%, a área colhida aumentou 123% e o valor da produção saltou 379%. Como consequência, a produtividade média saiu de 34 t/ha para 49,7 t/ha, um ganho de 43% em uma década. Investimentos em infraestrutura logística, inovação tecnológica, assistência técnica e abertura de novos mercados são fatores fundamentais para ampliar a presença pernambucana no comércio exterior e contribuir para o agronegócio continuar sendo um dos principais motores da economia estadua