Pio Guerra participa de debate com pré-candidatos à Presidência da República


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recebeu, na quinta (26), dois pré-candidatos à Presidência da República, Geraldo Alckmin e Flávio Rocha, para discutir propostas para o setor agropecuário. Os encontros ocorreram na sede da entidade, em Brasília (DF).

Representante da classe produtora rural de Pernambuco, o presidente da Federação da Agricultura do Estado, Pio Guerra, defendeu no encontro a inclusão urgente do diálogo da seca no plano nacional.

“Lamentavelmente, as informações climatológicas estão confusas e as soluções tradicionais, a exemplo do abastecimento d’água via carro-pipa, não resolveram o problema. Por isso, precisamos de uma reação do Poder Púbico para organizar os atores e discutir as medidas que são de fato eficientes para tornar o Semiárido brasileiro produtivo, como já acontece países como a Austrália, que se deparam constantemente com secas intensas”, pontuou o presidente da Faepe.  Em seguida, o tema foi repercutido por outros presidentes de federações nordestinas.

Dados – Ainda de acordo com Guerra, nos últimos seis anos, mais de 12 milhões de pessoas sofreram as consequências da estiagem prolongada e 7 milhões de animais morreram. As propriedades de Pernambuco perderam cerca de 30% das áreas cultivadas.

Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à corrida presidencial, se reuniu no fim do dia com as lideranças rurais para ouvir as demandas dos produtores e falou sobre propostas de campanha para infraestrutura e logística, pesquisa e inovação, seguro rural, segurança jurídica e segurança no campo.

“O agro é o Brasil que deu certo. É um setor campeão de produtividade, de preservação do meio ambiente, de exportação, de inovação e de tecnologia. Não há no mundo nenhuma agricultura tão competitiva quanto à brasileira”, afirmou. Segundo ele, é preciso respeitar a segurança jurídica. “Queremos que se respeite decisão judicial. Em São Paulo, invadiu, desinvadiu. É imediato”.

Após os debates, o presidente da CNA, João Martins, afirmou que a entidade está aberta para receber todos os candidatos e está preparando um documento, junto com as entidades do Conselho do Agro, que terá um planejamento estratégico para o setor agropecuário até 2030.

“Temos esse compromisso com o resgate da segurança jurídica, mas também com a infraestrutura e a logística, com a segurança no campo. Precisamos destravar as amarras que tiram o agronegócio do jogo competitivo”, afirmou.