Boa fatia no número de exportações


Remessas crescem 38% em 2017 em relação a 2016 e o segmento de agronegócios correspondeu a 18% de tudo que o estado enviou a outros países

Apesar das dificuldades econômicas enfrentadas em 2017, o setor agropecuário pernambucano obteve bons resultados, aumentado as exportações. Os números mostram que as renessas pernambucanas, no geral, obtiveram um crescimento de 38% em relação a 2016 e que somente o segmento agro correspondeu a 18% de tudo o que o estado  enviou para outros países. As perspectivas para este ano são de manutenção dos índices e, se houver melhora nas condições climáticas, a produção também pode ter um aumento significativo.

As projeções são do presidente da Federação da Agricultura do Estado (Faepe), Pio Guerra. Ele destaca que 2017 não foi um dos melhores anos da agropecuária pernambucana, mas que os índices positivos em relação ao ano anterior são um bom sinal. “As exportações do setor cresceram 22% (ante 2016). É um desempenho acima do que se pode imaginar nu ano ainda ruim (economicamente), com as questões políticas que enfrentamos e as incertezas climáticas que naturalmente temos”, diz, destacando que foi justamente uma maior precipitação de chuvas eu garantiu um bom desempenho no ano passado.

“A nossa produção é basicamente de cultura não irrigada (sem sistemas próprios para garantir água), exceto a fruticultura. Mas a caprinocultura, bovinocultura, setor avícola, entre outros, dependem das chuvas”, explica Guerra, reiterando que os índices pluviométricos  beneficiaram  todas as cadeias do setor agropecuário. Nesse cenário, a fruticultura e a cana-de-açúcar foram as maiores responsáveis por essa movimentação. No ano passado, o estado exportou US$ 147 milhões em açúcar, enquanto frutas e sucos movimentaram US$ 177 milhões. Já a comercialização de mangas e uvas cultivadas no Vale do São Francisco, no Sertão, respondeu por US$ 145 milhões.

Um dos setores que mais se beneficiou com as chuvas e que foi destaque na balança comercial do ano passado foi avicultura. As exportações do setor atingiram US$ 2,5 milhões em 2017, contra US$ 1,77 milhão em 2016, o que representa um crescimento de 41%. “Pernambuco é o maior produtor de aves, carne de frango e ovos no nordeste e o quarto do Brasil. Esse é um percentual muito expressivo para um estado que não tem produção de soja e milho (principais alimentos das aves) nas suas fronteiras”, ressalta o presidente da Faepe. Segundo ele, na época de forte estiagem, houve produtores no estado que chegavam a contratar dez caminhões-pipa por dia para garantir a sobrevivência das aves e viabilidade do negócio. Para 2018, as projeções são otimistas. “A perspectiva é de que o setor cresça 1,7%, o que já é um índice bom. Isso um cenário de quadra chuvosa que até o momento deve ser melhor, conforme indicam os meteorologistas”, diz Guerra. Ele ressalta ainda que as exportações devem manter a mesma tendência de 2017 e a produção do setor deve sofrer um aumento significativo.

Fonte: Diario de Pernambuco